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Comments

Carlos

e eu de chorar...

Mary

E ir para onde? Qualquer lugar, quando se mora nele, é bem diferente do que imaginamos de fora... Já morei fora, nos EUA e na Europa, e sei bem o que digo. "A grama do vizinho sempre é mais verde até que você descobre que é artificial."

Maura

Não costumo falar por falar. Não estou fazendo queixinhas vazias. Também já morei nos EUA e na Europa e sempre paguei impostos onde morei.

Em nenhum outro país do mundo pagam-se impostos tão altos e injustos como no Brasil. É a maior carga tributária do planeta. O iPod usado como referência na pesquisa da consultoria australiana é um triste exemplo disso.

Por causa dos impostos, uma máquina que custa US$ 300 nos EUA sai a quase R$ 3 mil no mercado nacional.

Isso, para variar, nos põe à margem do desenvolvimento sob inúmeros aspectos: não só deixamos de ter acesso ao que há de mais moderno, como acabamos freqüentemente lesados como consumidores. O consumidor de tecnologia tem duas alternativas no Brasil: ou é assaltado na fonte, pagando impostos escorchantes, ou paga lá fora o preço justo -- abrindo mão de qualquer garantia, pois se você não sabe, os fabricantes locais de várias marcas (Sony, por exemplo) não oferecem assistência técnica a produtos da mesma marca que sejam importados -- e declara o produto na entrada e paga 50% do valor caso o total ultrapasse o limite permitido ou vira contraventor e tenta passar sem declarar nada, arriscando a sorte. Se for pego pode ser indiciado por tentativa de burla e ter o material apreendido. Se pegar um fiscal de bom humor só tem que pagar uma tremenda multa.

O iPod em si não me interessa, mas enfrentei a mesma matemática dos impostos quando tive que comprar um laptop PARA TRABALHAR. Acabei sendo obrigada a comprar um produto muito inferior ao que poderia ter comprado "lá fora" com o que gastei em reais aqui.

E tem mais, estou de saco cheio de ter que pagar em média 3 vezes mais por um produto/software (quase 5 vezes mais se for um medicamento "especial"), de ter que pagar uma idiotice sem tamanho chamada "dólar-livro" quando preciso de um dicionário, de ter que praticamente pedir desculpas por ter estudado, por ser uma profissional liberal e não precisar de bolsa-família.

Marina

(clap, clap, clap) Parabéns! Também me sinto como você quando preciso de um livro médico ou de um software.

Aliás, acabo de receber um software (que já custa a bagatela de US$700) e tive que pagar mais 40% sobre o valor em dólar para que ele fosse liberado na alfândega.

É um absurdo! Mas meu trabalho de pesquisa depende dele e não tem como evitar. Sem falar que não posso fazer nenhuma dedução no imposto de renda...

Dá mesmo vontade de ir embora nessas horas.

Silvio

Minha mãe precisa todo o mês de um medicamento "especial" como você disse. Não é coberto pelo sistema de saúde. Custa R$860,00 no Brasil, com as taxas de importação incluídas. O mesmo medicamento, pelo sistema de saúde italiano, onde mora minha irmã, custa 50 Euros(R$135,00). Preciso dizer mais alguma coisa?

Abração.

Beatriz

A carga tributária absurda, com certeza, contribui bastante para que os preços no Brasil fiquem fora da realidade. Mas eu também questiono as práticas comerciais das multis por aqui, muitas vezes aliada à falta de consciência por parte do consumidor. Parece que o mundo inteiro descobriu que a ínfima parcela da população brasileira que não está simplesmente alijada da "sociedade de consumo" (ou seja, não compra e não vai comprar mesmo que os preços se equiparem ao do mercado internacional) compra por impulso, não tem idéia do preço justo e costuma parcelar o valor devido com acréscimos de juros estratosféricos e otras cositas más. Resultado: qualquer um cobra o que quiser, com margens de lucro despropositais, e põe na conta dos impostos, do risco Brasil, blá blá blá... É assim, com os carros, os eletrônicos, os remédios, etc. Aposto que se alguém fosse estudar a fundo a composição desses preços ia cair duro... E depois reclamam do contrabando e da pirataria. Ora, façam-me o favor!

angela

faço minhas as suas palavras!
beijos amada amiga...

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